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sexta-feira, 12 de julho de 2019

BOOKS FEED YOUR MIND XVI - MARCEL PROUST


Um dos inúmeros "Lilases" de Claude Monet.

A chegar ao fim da leitura de Proust. E repentinamente, ao virar de uma página, mais um assombro, mais um encantamento: eis o que se pode dizer desta aventura. Um dos muitos exemplos de que se reveste a escrita deste génio.

"Com o rumor da chuva era-me devolvido o aroma dos lilases de Combray; com o amortecimento dos ruídos no calor da manhã, a frescura das cerejas; o desejo da Bretanha ou de Veneza com o barulho do vento e com o retorno da Páscoa. Chegava o Verão, os dias eram compridos, estava calor. (...) Do meu quarto na penumbra, com um poder de evocação igual ao de outrora, mas que me causava apenas sofrimento, sentia que lá fora, no ar pesado, o Sol que declinava punha na verticalidade das casas, das igrejas, uma fulva pincelada. (...) mas eu virava-me violentamente, sob a descarga dolorosa de uma das mil e uma recordações invisíveis que a todo o momento explodiam na sombra à minha volta..."

Em busca do tempo perdido Vol. 6 "A fugitiva". 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

BOOKS FEED YOUR MIND XV - MARCEL PROUST



  Finalmente, atiro-me à "recherche", na tradução de Pedro Tamen. Tarefa para ser concluída lá para o final do ano! Ler, mas devagar.

   


Marcel Proust em pose oitocentista.


Confesso que tenho saudades de escrever no papel e já não sei como estará a minha caligrafia, mas se o fizesse como Proust, o aspecto dos meus manuscritos seria talvez, semelhante ao da foto abaixo.

um caderno do escritor.